Capítulo de hoje: o pigmeu

A colega é uma raposa mesmo. Eis que ontem, na hora em que deixávamos nosso plantão, me chega o pigmeu.

O pigmeu é uma funcionária nanica cujo contrato já venceu há um século, mas a figura não sai de lá.

Nós duas dando tchau pro bonitão, me chega o projeto de gente com vozinha melosa, perguntando prá ele porque ele não tinha atendido o telefonema dela.

Confesso que eu nem escutei isso. Mas a colega-raposa ouviu, e ouviu também quando ele mandou ver na resposta: porque estou ocupado trabalhando, não dá tempo prá atender celular.

Uiuiui!! Segundo minha colega, a moça ficou sem gracinha de tudo e saiu de fininho.

Daí ela me falou que já tinha sacado que o bichinho-humano tava de olho nos olhos cor de folha do rapaz.

Ahá! Nem vem que não tem, cotoco, que agora eu me resolvi e não abro mão!

É o que dá gostar do galã da novela… É uma cobiça…

Continuação

Não satisfeita com o comentário mega desconcertante, a querida colega se deslocou até o setor do rapaz e fez um tititi na cabecinha dele. Que ele tinha que abrir os olhos, que não tinha porque não investir, que eu era legal, que isso, que aquilo… (ela queria mesmo fazer campanha, hahaha, louca)

Descobriu que ele namorou uma tal lá do serviço há muito tempo, e que ele tinha medo de fazer isto de novo porque as pessoas se metem muito na vida dele. De novo minha aliada disparou: “você tem que saber com quem se relaciona, e tem que ter maturidade prá isso. Não comente com ninguém, você tem o direito de não responder às perguntas que te invadam a privacidade. Eu só notei o que rola entre vocês porque estou com a Lô todo dia, acabei aprendendo muito sobre ela. Trabalha na boa, mas saiu daqui, liga prá ela, saia, se divirta. vocês têm esse direito, são jovens (mas eu sou 8 anos mais velha), solteiros, lindos. Quanto tempo mais você vai perder?”

Claro que isso foi num momento em que eu orava fervorosamente pro chão se abrir e eu pular no buraco sem fundo lá do outro lado do serviço. Porque, quando eu a vi indo pro lado dele, sabia o que ela iria fazer.

Daí que trabalhamos em um lugar com muita gente, que, quando notou o papo privado dos dois, tratou de se aproximar. Então ela cortou o assunto, prometendo voltar, a peste!

Olha, eu não sei no que vai dar, mas eu comecei a curtir demais a idéia da companhia de alguém como ele. Primeiro me chamou atenção pela beleza, depois pela simpatia, educação, delicadeza com as pessoas.

Tive medo, eu temo criar expectativas, porque estou sozinha há…. Caraca, 6 anos!

Mas, ai, que delícia dar aquele bom dia todo sorridente todo dia de manhã! Hahahahahaha!

Capítulo sei lá quanto

Bom, eu tinha meeeeesmo dito que não ia mexer na história. Só que a história mexe comigo, cara!

Na semana em que eu resolvi que não ia mais investir no lance, dei uma distanciada dele. Fiquei mais na minha, evitei a presença dele, tratei com mais profissionalismo ainda e evitei os já gostosos olhares.

Só que eu dei um passo atrás e ele deu um passo à frente. Se eu recuo, ele avança.

Ele percebeu, claro, meu distanciamento, daí correu atrás de reverter isso.”Porra”, pensei, “esse carinha tá me torturando”. Porque, na boa? Eu só tinha decidido me afastar porque achei que fosse dar encrenca, mas a verdade é que eu morro de interesse nele.

Daí matutei: bom, então vou deixar rolar a paquerinha pela diversão mesmo. Só que eu não contava com a Colega de Sala!

Ontem quase caí da cadeira quando ela me soltou a pérola: “vou casar vocês dois, vocês combinam“, isso na frente dele, que tinha ido nos procurar.

O rapaz ficou multicor, eu fiquei gaga. Ele saiu da sala e eu quase matei a dita-cuja! Cara, me tasca uma dessas assim, sem vaselina?! Daí ela falou que percebeu os olhares, e sentiu que tinha uma super-química entre a gente. Riu de mim, me chamou de boba por estar perdendo tempo, e falou que não sossegava enquanto não juntasse a gente, pois formávamos “um belo casal“.

Então tá!

E a coisa vai…

Daí que é uma super massagem no ego a paquerinha om o bonitão. Só que eu esfriei um bocado.

Então vou curtindo a brincadeirinha… Me diverte.

Pérolas Soltas

 

Cara, eu vou acabar escrevendo um livro à La Bridget Jones. Sim, porque minha bela vida de solteira de trinta e poucos anos está tããão ruim, e tããão monótona, que só escrevendo um livro prá ver se eu me animo.

Eu comentei que estava afim de uma pessoa. Pois bem, eu descobri que esta pessoa já ficou com alguém do nosso círculo de convívio. Daí que eu acho muito chato, porque eu fico sem jeito. E também porque é uma pessoa muito desagradável. Eu é que não vou ficar com ele, e a coisa já tava encaminhando prá isso, porque eu não quero ouvir gracinha, piadinhas.

Tá vou falar: o cara trabalha lá comigo. Já é uma coisa a gente se envolver com quem trabalha junto. Eu tenho sido discreta, comedida nas atitudes, o maior avanço são as trocas de olhares.

Quem é muito perspicaz, pode até ter percebido. Mas, enfim, nem tava preocupada com isso. Sei que tenho maturidade prá levar a coisa.

Só que uma pessoa que trabalha ao lado dele fez um comentário com minha colega. Disse que ele já tinha ficado com outra pessoa de outro turno. Aí tem duas coisas:

1)    O cara é pegador? Bom, mesmo que não seja, mas já me desanima. Então, se rolasse, eu teria ficado com o famoso “papatudo” do serviço? O cara é bonito com força, daqueles que chamam atenção. Moreno, olhos verdes, alto, voz charmosa. Porra, cara, o pior de gente assim é a pessoa sabe que é assim, e fica tirando uma de gostoso.

2)    A pessoa com quem ele teria ficado é o poço de arrogância. Ninguém gosta dela. Ninguém mesmo! É a funcionária que ninguém quer na equipe. Já tentou me destratar – mas tomou toco, que meu teto não é chão de ninguém – daí eu imagino eu ter que ficar aguentanto cmoentário da peça – ela não tem papas na língua mesmo.

Bom, entre averiguar o que é fato e o que é ficção, e ficar na minha, escolhi ficar na minha. Mergulhar mais nessa história só pode me trazer aborrecimentos. Trabalho lá, não tenho previsão de sair, então o melhor a fazer é deixar de lado. Até porque, na boa? Interesse não é paixão, eu não vou morrer de amor, a vida é bela, eu também sou bela, minhas tattoos novas são show e continuar solteira na Ilha sem complicação não é problema, é solução.

Arriba!!!

Daí que ontem depois das 12 badaladas, cá estou eu navegando na rede mundial de insones quando o Mexicano me chama. Claro, começa com o papo de sempre, ‘oi, tudo bom?‘ mas não demora muito prá conversa esquentar.

Mexicano tem o mórbido prazer de me torturar.

Ele estava de mau-humor. Estava cansado, desgastado com a loucura do dia-a-dia, trabalho, facul, tudo junto. Começou numa de reclamar e eu tentei colocá-lo prá cima (bom, no sentido mais fraternal, fazer o quê, neam…?). Então ele começou a elogiar, falando que estava grato por eu ter melhorado sua noite. Falei: ‘eu tenho que ser boa em alguma coisa!’

Aí foi que a coisa começou. Ele afirmou que vê em mim muitas outras qualidades – observadora, meiga (ohh), esperta, inteligente, extrovertida, e por aí vai, fez uma lista – e partiu prá um rumo um pouco mais provocante.

Bom, tive que me retirar do papo às 2 da matina, porque já tava bocejando. Mas tive que prometer que ligaria, tive que prometer que aceitaria convite prá sair, além de ter que desligar minha imaginação fértil por causa do que o danado falou, papinho pimenta, saca?

Prá esta semana, guacamole! Hahahahaha!!!

Do Avesso

Vira e mexe eu me viro do avesso, mostro tudo, aqui ou no Pérolas.

Hoje assisti os dois filmes “Bridget Jones”. Putaquepariu. Cara, é impressionante como o danado do filme tem o poder de se encaixar direitinho na vida da gente. Bicho, eu me vejo. Me vejo na calcinha grande, nos copos de vinho virados depois de alguma mancada, nos cigarros mesmo sem vontade, nas trapalhadas na cozinha.

Mas toda vez que vejo esses filmes, ganho uma injeção de ânimo. A personagem é autêntica, tem autoestima variável como toda mortal, e sonha mesmo, com fé, com aquele amor incrível.

Eu tenho uma coisa meio BJ. A começar pelos diários, que sempre gostei de escrever, desde a adolescência. Os blogs me fizeram retomar o hábito. Só que ao contrário dela, eu ainda não encontrei um advogado, ou quem quer que seja, que “goste de mim do jeito que eu sou”.

Já declarei várias vezes que tenho um carinho em especial por uma pessoa, algo que nunca vai se acabar, mas que também nunca vai se concretizar. Então, conservo esta história o meu coração e me permito viver um monte de coisas. E também me permito buscar minhas histórias.

Daí que um par de olhos verdes me chamou atenção de um jeito especial. Daí que eu e minha alma Bridget ficamos fantasiando como seria estar com ele. Hahahahaha, me lembro quando ela imagina se casando com Hugh Grant. Bom, eu não chego a tanto, mas eu confesso, fico pensando.

Eu fico me policiando, porque eu não quero meter os pés pelas mãos como ela, fazer tantas trapalhadas. Mas que eu invisto, isso eu invisto! Hahahaha, depois descrevo o lance todo.

Hasta!

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