Minha nossa!!!

Uma mulher bem beijada, bem pega, é uma mulher feliz!

Ponto!

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E lá no serviço…

Entrei há 12 dias no novo serviço. Beleza, lugar bom de trabalhar, com melhores condições, melhor salário… E colegas gatos!

Comecemos…

O Bonito do Faturamento

Pele branquinha, sorriso fácil e franco, prestativo, simpático… Novinho! Mas quem se importa? Dia desses vi o mancebo mascando chiclete, e na minha in-fi-ni-ta cara dura, pedi um. “Não tenho, respondeu o rapaz”. Tá, até aí, tudo bem, mas ele tinha que falar mais um pouquinho… “Quer esse?” .

Aaaahh, não! Aí pediu! “Quero sim”, respondi. Ele prontamente colocou a goma prá fora da boca, entre os dentes. Peguei com a mão e coloquei na minha. Daí ganhei um sorriso fofo. A colega da vigilância, que estava ao lado, comentou que “nesse lugar se vê de um tudo”, e eu chapei: “ué, por que o choque? A gente não beija na boca? Ficar de nojinho por que?”

O bonito foi andando com uma carinha gostosa, virando prá trás… Tá, não era prá ninguém ter visto, mas é daí? Já foi.

O Dr. Beleza

Moreno. Alto. Bonito. Sensual. Solteiro, simpático – o que é uma condição extremamente rara entre os médicos – e muito competente.

Tem uma coisa de se chamar todo médico de senhor. Pois eu disparei: “olha, tenho muito respeito por você, mas eu não vou lhe chamar de senhor não. Você é visivelmente muito novo.”

Ele: “Não, tudo bem, eu não faço questão disso não. Mas não sou novo, já tenho 25…”

Ai, minha Nossa Senhora Protetora das Encalhadas! Se segura, dona, que o próximo plantão vai ser daquele jeito…

E eu sigo solteira na Ilha…

Azedume

Hoje eu tô azeda. Tô naqueles dias de sentir raiva da vida por causa do meu encalhe. Tô com a solidão apertando o calo. Machucando.

Não sei se meu cupido é míope, não sei se ele perdeu o jeito, ou se perdeu a flecha…Porra, joga o arco então!

Tem dias que a gente leva na boa. Na maior parte do tempo, o trabalho ocupa a mente. As obrigações do dia a dia, a correria, a maternidade, tudo não deixa a cabeça ficar vazia. Mas tem épocas que nada disto serve prá te deixar esquecer que não haverá ninguém prá te abraçar no fim do dia, depois que você finalmente deitar a cabeça no travesseiro e relaxar o corpo cansado da labuta.

Pode ser minha gangorra emocional oscilando ao sabor dos meus hormônios, eu sei. Mas incomoda demais. Quando fico assim, nem meu costumeiro bom humor ajuda. Nem brincar de Pollyana faz efeito.

Me incomodas as saudades. Aliás, me incomoda um monte de coisas. Dá vontade de ficar dormente. Dá vontade de entrar num casulo e só sair de lá quando virar borboleta e puder voar prá longe.

É, hoje não tô tão legal assim.

Do lado de cá…

Ela se sentava sempre no mesmo local na sala de aulas. Gostava do cantinho, longe da potência do ar condicinado gélido.

Ele estava sempre do lado oposto. Compenetrado, participava atentamente da aula. Ela se agradava dos comentários pertinentes dele, do jeitão despojado. Às vezes parecia que ele tinha saído diretamente da década de 70 para a sala de aulas, com suas batas brancas largas e aquela cara de ‘paz e amor’.

Então, um dia, ele sentou ao lado dela.  E ela conversou com ele. E descobriu que ele beirava os quarenta anos. “Ótimo”, pensou, estamos na mesma faixa etária.  Não tinha filhos, nem namorada. E descobriu que o homem que fazia discursos inflamados em defesa das massas menos favorecidas, justificando seus comportamentos e tomando prá si as dores, o cara de fala sindicalista e reinvidicadora, morava numa mansão em um bairro nobre vizinho ao seu, tinha apenas um emprego que pagava pouco,  ao contrário dela, ele morava com os pais e não tinha a menor pretensão de sair de lá. Estava bem acomodado. Era zen demais: zen iniciativa, zen grandes pretensões… Era inteligente, até interessante. Mas suas palavras não passavam de discurso de quem cresceu muito bem colocado na sociedade e achava que chamando todo mundo de ‘companheiro’ estava ajudando o mundo a melhorar. Seu discurso em defesa da humanidade não atravessva as portas do seu consultório de doutor cuidador das mentes.

E ela continua solteira na Ilha…

P.S.: E ele llimpava o nariz, depois do espirro, nas mangas da bata. É, de perto, do lado de cá, ninguém é muito certo…

Tô aqui!

Eu ando sumida do Solteira, reconheço. E não falta assunto, mas me falta expediente mesmo.

Bom, prá colocar em dia a coisa: o lance com o Pianista mixou total. Até falei que postaria lá no PD, mas acabei por esquecer. Acho que foi a tamanha decepção.

Aqui vocês podem ler a última que ele tinha aprontado em 21 de janeiro.

Bom, ele desapareceu depois daquela, mas numa sexta-feira recebi um torpedinho dele dizendo “precisamos conversar, amanhã te ligo”. Claro que ele não ligou de novo, mas eu me emputeci. Quando foi dia 04 de fevereiro, telefonei. Perguntei o que estava acontecendo e ele falou que conversaria comigo dia seguinte, sábado dia 5, aniversário da minha mãe. ele estaria num churrasco no salão de festas do meu condomìnio, festa de aniversário da mãe do nosso amigo em comum, o Mogrelo.

Eu passei por lá, na porta, o vi lá dentro. Porra, não me procurou. Então eu telefonei prá ele e falei que aquela atitude, nem de longe, era o que ele chamava de maturidade. Que desde o episódio do bar eu tava chateada, porque fiquei preocupada com ele e ele não se dignou a me ligar. Que esse não era o homem que ele tinha apresentado prá mim.

O que ganhei?

Um na cara. Ele bateu o telefone, eu fiquei muito puta da vida, e só.

Encerrado o assunto.

Ai, que só me aparece gente esquisita…

*****

Daí que no Carnaval recebo uma cantada típica da época…

 Estava dentro do bar bebendo quando um cara, de uns olhos de um azul liiindo me pediu o isqueiro. Emprestei e ele vem com o papo:
– Nossa que unhas lindas, bem-feitas!
Oi? Bebi demais? O cara tava elogiando as minhas unhas!!! Pora, lindo desse jeito e viado! Bom, se ele perguntar qual a cor do esmalte danou-se, porque não lembro, rsrsrs. Mas estavam bem feitas, um vermelho perolado lindo.
– Eh… Obrigada. Sabia nem o que falar, fui pega de surpresa. Desculpe, mas estou curiosa: por que você elogiou minhas unhas? Porra, tinha que perguntar, era inédito!
– Um homem de verdade, que gosta de mulher, reconhece o capricho em se cuidar por detalhes assim. E uma mulher tem que se cuidar. Acha bonito mulher desleixada? Eu gosto de mulheres como você, que se cuidam.
Alguém me abane! Eu já ouvi de tudo nessa vida. Eu dei um crédito pro cara porque foi esquisitice demais, mas foi autêntico. Ele se apresentou, nós nos apresentamos, mas Amiga chegou e eles se entreolharam, se reconheceram e ele saiu fora. Daí é que ela veio me contar que, quando ela trabalhava no caixa de uma casa noturna famosééérrima, a Loft, ali mesmo na Rua da Lama, presenciou várias vezes esse cara e o chefe dela cheirando longas carreiras de cocaína no balcão, de manhã, depois que o expediente acabava.
Bom, claro que eu não fiquei de gracinha depois, porque detesto drogas. Mas guardei a história porque, honestamente, prá mim essa foi nova. (tirado do PD).
E eu sigo, solteira na Ilha…

O retorno

Depois de um tempão!

Vai uma cópia do post Voltas e Viravoltas, que tá lá no Pérolas Diárias.

Leiam aqui. A história do Pianista. Dois anos e 3 meses depois nos reencontramos. Depois de idas e vindas, cá estamos nós!
Bom, vamos à história toda:
Depois do noivado dele, nos vimos pouco. E eu não vou negar que eu torci prá cacete prá aquele noivado acabar. Cara, como às vezes isso dá medo!
Terminou mesmo. Eu soube por ela, um dia na Rua da Lama, nosso eterno reduto.
Claaaaaro que fiz uma cara de surpresa (bom, e tava mesmo), claaaaro que disse que lamentava muito. Na verdade, Boterinha nunca me fez nada, eu gostava dela. Mas lá dentro do peito meu coração deu um baita pulo, porque como já comentei ano passado, eu achava que eu e ele tínhamos a maior química, e mais metade da torcida do Flamengo concordava com isso.
Comentei com Amiga certa vez que pensava em dar um tempo e me reaproximar, mas ela desaconselhou. Disse que ele estava no momento solteirão dele. Ok, fiquei na minha.
Eis que, dia 08, sábado, teve aniversário do filho do Mogrelo. Claro que os músicos todos estavam lá, rolou o costumeiro sambinha de raiz (até cantei!). Claro que o Pianista estava lá, tocando surdo.
Ele estava especialmente atencioso, mas eu nem liguei muito lé com cré, tinha programado minha cabeça prá não me encanar com isso.
Uma certa hora, quando a festa já ia alta, ele me chamou. Disse que queria conversar. Eu fui, tudo bem, Filhote estava brincando com as crianças lá atrás. Ele disse:
– Lolô, quero te dar um beijo. Lembra que a gente brincava dizendo que nosso beijo ‘encaixava’? Era mesmo, parecia plug, rsrs.
– Lembro, sim, Pianista. Bom, se quer beijar, então beija!
Tá, porra, aquele beijinho que virou beijão e me deixou sem fôlego.
A gente passou o resto da noite junto, com cuidado pro Filhote não ver nem se chocar. E ele passou a noite bajulando meu filhinho, que ele sempre adorou. Depois deixei meu baby em casa e a gente esticou a noite na Lama, como de costume.
Lá ele expôs o que queria de fato: namoro. Que não queria perder a chance de novo, que sabia que tinha sido muito moleque (leiam de novo o posto do ano passado), que tinha que pedir desculpas. Que dessa vez era prá valer.
Anunciou prá galera toda na mesa, gente, Lolô é minha namorada, minha Pretinha.
Dado o nível alcoólico, só achei graça sabendo que as coisas não são exatamente novelescas assim. Mas guardei a idéia central do lance acontecer.
Bom, durante a semana passada toda, ele me mandou torpedos. Marcou e desmarcou um cinema umas três ezes, o suficiente prá me deixar puta da vida. Porra, não dá? Não marca!
Finalmente no domingo ele passou aqui e a gente foi ver Tropa de Elite. Mas tinha tem umas coisas que assim… Sei lá!
Prá começar, ele não gosta de demosntrações públicas de afeto. Não gosta de abraço, de beijo, de chamego. Eu sou mega ligada em toque, no contato direto, da pele com pele. E adoro fazer isso em público, adoro que me vejam dar e receer carinho. Mas ele não. Curiosamente, a noiva tarja preta dele era espalhafatosa.
Bom, ele tinha voltado da casa de um amigo, tinham bebido o fim de semana todo, então estava meio de ressaca. Daí resolvemos vir embora assim que o filme acabou.
No caminho ele veio falando de como a vida dele estava: a família vai vender a mega casa deles num bairro nobre, ele vai ter que se mudar, e tem que providenciar um apartamento prá tia doente. Retomou a faculdade de Direito, está desperiorizado, está estudando prá concurso do Tribunal de Justiça e ainda tem as atividades religiosas – ele é umbandista – que lhe tomam bastante tempo, pois é um período de desenvolvimento, requer dedicação e estudo.
Chegando em casa, parou o carro e comentou que achava melhor a gente ir devagar por causa do Filhote, prá não causar trauma essas coisas. Pediu prá eu contar como era meu dia, que queria achar um jeito da gente acertar os ponteiros e conseguir se ver.
Pensei: devagar com meu filho é uma coisa, comigo é outra, mas tirei por menos, porque achei até bonitinho a preocupação dele.
Aliás, dá prá ver o interesse dele, mas eu fico com meu pé atrás. Por quê?
Dá prá notar que Pianista quer fazer acontecer desta vez, não quer perder o que todo mundo comentou com ele ter sido o lance da vida dele.
Só que esse pode não ser o melhor momento prá ele. Tem tanta coisa prá fazer, tanto a que se dedicar. Tem meu total apoio, mas já iniciar um namoro relegando o quarto plano prá pessoa… Será que isso vai vingar?
Ele quer teimar em manter, mas eu não tenho nem previsão de vê-lo novamente, prá se ter uma idéia.
Ainda assim, quero que todos saibam aqui que eu estou mega contente com o acontecido. Vou dar tempo ao tempo, vou me permitir. Vamos deixar rolar, quem sabe a fase não passa? E se não passar, lembro-me: 2011 é o ano da prosperidade, nada de frustrações.
Mas hein, que meu olhar está mais brilhante, isso está, viu?

Cenas do próximo capítulo

Hoje conversamos o de sempre. Tive que sair mais cedo junto com a colega prá uma reunião.

Ele estava especialmente bonito hoje. Camisa nova, sapato ao invés do tradicional tênis. Alás, notei que ele mudou um pouco depois que começamos a paquerar. Nas roupas, nos atos, tudo.

Nem contei, semana passada, do nada ele entrou na nossa sala e entregou prá mim e prá colega um bombom serenata de amor. Cara, tudo de bom. Ela, que já é mais velha, em filhos grandes e já até é avó, levantou e disse: “ai, que lindo, vou te dar um beijo”. Daí a peça rara que vos fala, que não é besta nem nada, foi atrás: “também vou dar, na outra bochecha, prá ficar igual” e pendurei no pescoço do bonitão (ai que eu adoro um homem alto!). Outra sacada dela, que viu na hora a coisa acontecendo entre a gente. E disse: “você sabe que ele não veio me entregar bombom nenhum, né?”

Hahahahahahaha!!!

Bom, mas as cenas do próximo capítulo serão no churrasco de confraternização de fim de ano da unidade. Estaremos lá. Vai ser um exercício prá minha discrição, mas tudo bem.

Até lá, ainda temos amanhã e sexta.

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