O retorno

Depois de um tempão!

Vai uma cópia do post Voltas e Viravoltas, que tá lá no Pérolas Diárias.

Leiam aqui. A história do Pianista. Dois anos e 3 meses depois nos reencontramos. Depois de idas e vindas, cá estamos nós!
Bom, vamos à história toda:
Depois do noivado dele, nos vimos pouco. E eu não vou negar que eu torci prá cacete prá aquele noivado acabar. Cara, como às vezes isso dá medo!
Terminou mesmo. Eu soube por ela, um dia na Rua da Lama, nosso eterno reduto.
Claaaaaro que fiz uma cara de surpresa (bom, e tava mesmo), claaaaro que disse que lamentava muito. Na verdade, Boterinha nunca me fez nada, eu gostava dela. Mas lá dentro do peito meu coração deu um baita pulo, porque como já comentei ano passado, eu achava que eu e ele tínhamos a maior química, e mais metade da torcida do Flamengo concordava com isso.
Comentei com Amiga certa vez que pensava em dar um tempo e me reaproximar, mas ela desaconselhou. Disse que ele estava no momento solteirão dele. Ok, fiquei na minha.
Eis que, dia 08, sábado, teve aniversário do filho do Mogrelo. Claro que os músicos todos estavam lá, rolou o costumeiro sambinha de raiz (até cantei!). Claro que o Pianista estava lá, tocando surdo.
Ele estava especialmente atencioso, mas eu nem liguei muito lé com cré, tinha programado minha cabeça prá não me encanar com isso.
Uma certa hora, quando a festa já ia alta, ele me chamou. Disse que queria conversar. Eu fui, tudo bem, Filhote estava brincando com as crianças lá atrás. Ele disse:
– Lolô, quero te dar um beijo. Lembra que a gente brincava dizendo que nosso beijo ‘encaixava’? Era mesmo, parecia plug, rsrs.
– Lembro, sim, Pianista. Bom, se quer beijar, então beija!
Tá, porra, aquele beijinho que virou beijão e me deixou sem fôlego.
A gente passou o resto da noite junto, com cuidado pro Filhote não ver nem se chocar. E ele passou a noite bajulando meu filhinho, que ele sempre adorou. Depois deixei meu baby em casa e a gente esticou a noite na Lama, como de costume.
Lá ele expôs o que queria de fato: namoro. Que não queria perder a chance de novo, que sabia que tinha sido muito moleque (leiam de novo o posto do ano passado), que tinha que pedir desculpas. Que dessa vez era prá valer.
Anunciou prá galera toda na mesa, gente, Lolô é minha namorada, minha Pretinha.
Dado o nível alcoólico, só achei graça sabendo que as coisas não são exatamente novelescas assim. Mas guardei a idéia central do lance acontecer.
Bom, durante a semana passada toda, ele me mandou torpedos. Marcou e desmarcou um cinema umas três ezes, o suficiente prá me deixar puta da vida. Porra, não dá? Não marca!
Finalmente no domingo ele passou aqui e a gente foi ver Tropa de Elite. Mas tinha tem umas coisas que assim… Sei lá!
Prá começar, ele não gosta de demosntrações públicas de afeto. Não gosta de abraço, de beijo, de chamego. Eu sou mega ligada em toque, no contato direto, da pele com pele. E adoro fazer isso em público, adoro que me vejam dar e receer carinho. Mas ele não. Curiosamente, a noiva tarja preta dele era espalhafatosa.
Bom, ele tinha voltado da casa de um amigo, tinham bebido o fim de semana todo, então estava meio de ressaca. Daí resolvemos vir embora assim que o filme acabou.
No caminho ele veio falando de como a vida dele estava: a família vai vender a mega casa deles num bairro nobre, ele vai ter que se mudar, e tem que providenciar um apartamento prá tia doente. Retomou a faculdade de Direito, está desperiorizado, está estudando prá concurso do Tribunal de Justiça e ainda tem as atividades religiosas – ele é umbandista – que lhe tomam bastante tempo, pois é um período de desenvolvimento, requer dedicação e estudo.
Chegando em casa, parou o carro e comentou que achava melhor a gente ir devagar por causa do Filhote, prá não causar trauma essas coisas. Pediu prá eu contar como era meu dia, que queria achar um jeito da gente acertar os ponteiros e conseguir se ver.
Pensei: devagar com meu filho é uma coisa, comigo é outra, mas tirei por menos, porque achei até bonitinho a preocupação dele.
Aliás, dá prá ver o interesse dele, mas eu fico com meu pé atrás. Por quê?
Dá prá notar que Pianista quer fazer acontecer desta vez, não quer perder o que todo mundo comentou com ele ter sido o lance da vida dele.
Só que esse pode não ser o melhor momento prá ele. Tem tanta coisa prá fazer, tanto a que se dedicar. Tem meu total apoio, mas já iniciar um namoro relegando o quarto plano prá pessoa… Será que isso vai vingar?
Ele quer teimar em manter, mas eu não tenho nem previsão de vê-lo novamente, prá se ter uma idéia.
Ainda assim, quero que todos saibam aqui que eu estou mega contente com o acontecido. Vou dar tempo ao tempo, vou me permitir. Vamos deixar rolar, quem sabe a fase não passa? E se não passar, lembro-me: 2011 é o ano da prosperidade, nada de frustrações.
Mas hein, que meu olhar está mais brilhante, isso está, viu?
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